PSICOATIVO? O que é? - Projeto JOGANDO VERDE: Sbec & Bem Bolado Brasil
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Projeto Jogando Verde – O que é PSICOATIVO?

Projeto Jogando Verde – O que é PSICOATIVO?


Por Nico

Bem Bolado Brasil & Sbec

JOGANDO
VERDE

O primeiro tema do projeto JOGANDO VERDE vem para iniciar nossos pequenos passos na direção do aprendizado canábico. Nesse início, vamos desmistificar o estereótipo sobre a maconha e mostrar, de uma vez por todas, que seu uso e suas propriedades vão muito além do “ficar chapado”. É lamentável como ainda algumas pessoas se deparam com frases como: “O THC da maconha é uma substância psicoativa” e agem com preconceito por falta de conhecimento… Então nunca é tarde para reforçar alguns assuntos que parecem já banais, como por exemplo: O que é PSICOATIVO[1]?

Psicoativo é toda aquela substância que pode ser utilizada para alterar a consciência, seja intencional ou não. A maneira como uma substância é usada, a quantidade que se consome e o seu grau de pureza, também, influenciam no efeito.

Existem três tipos de substâncias psicoativas que atuam no cérebro:

Substâncias depressoras:  Elas diminuem a atividade mental e fazem com que o cérebro funcione de forma mais lenta, diminuindo a atenção, a concentração e a capacidade intelectual. 

Exemplos: ansiolíticos como os benzodiazepínicos, o álcool, os inalantes (cola) e os narcóticos (morfina, heroína).

Substâncias estimulantes: São substâncias que aumentam a atividade mental e fazem com que o cérebro funcione de forma mais acelerada.

Exemplos: Cafeína, o tabaco, as anfetaminas, a cocaína e o crack.

Substâncias alucinógenas ou psicodislépticas: São substâncias que alteram a percepção.

Exemplos: LSD, Ecstasy, Maconha e outras substâncias derivadas de plantas ou cogumelos (ayahuasca, ibogaína, sálvia, mescalina, psilocibina etc.).

Essas substâncias são usadas pela sociedade há anos, e com diferentes finalidades.

Existem muitas evidências do uso de variadas substâncias para os mais diversos propósitos, sejam eles espiritual, religioso e como um desejo de sentir uma rápida mudança no estado mental – (SEIGEL apud MACRAE, 2001, p. 27).

No caso da Cannabis, foi utilizada tanto para alterar estados de consciência como para medicina, artigos têxteis, comida, combustível, fibra, entre outros.

O homem utiliza a Cannabis Sativa desde os primórdios, para MacRae (2001, p. 26). Os primeiros indícios do uso da fibra do cânhamo são da China, tendo registros do uso de 4.000 a.C. e na Índia, a tradição brâmane considerava que a planta continha propriedades afrodisíacas, agilizava a mente e permitia vida longa, utilizando, além da fibra, os princípios ativos da maconha. Os budistas usavam como auxiliar nas meditações, aproveitando os efeitos mentais da substância.

Assim o uso de substâncias não se constitui meramente como um ‘problema’, mas como parte da cultura humana, onde há milhares de anos já era concebido e indicado com propósitos estimulantes, de consolo, diversão, devoção e intensificação do convívio social – (CARNEIRO, 2009).

No Brasil a Cannabis é considerada uma droga ilegal e fora essa ilegalidade causar muitos problemas para as políticas de segurança e ser totalmente ligada à questões raciais, ainda por cima é colocada nela uma carga de dano maior do que ela pode causar. Sabemos que a planta não é perigosa como é, por exemplo, o álcool. Uma substância que é legal e responsável por muitos problemas como aumento da violência no trânsito, overdose e cirrose entre outros.

Segundo Dr. Carlini (médico e pesquisador pioneiro no estudo de maconha medicinal):

“O perigo maior do uso da maconha é expor os jovens a consequências de ordem policial sumamente traumáticas. Não há dúvida de que cinco dias de detenção em qualquer estabelecimento policial são mais nocivos à saúde física e mental que cinco anos de uso continuado de maconha”.

Precisamos acabar com dúvidas ou ideias falsas sobre a maconha com urgência! Algumas substâncias psicoativas estão presente em diversos produtos consumidos por nós, muitas vezes com efeitos colaterais muito mais nocivos do que a Cannabis, tanto pra nós, quanto pra quem vive à nossa volta. Saiba que existe um caminho, afinal, enquanto existem substâncias que destroem sua mente, seu corpo e sua vida, existe a maconha fazendo o oposto disso e querendo trazer qualidade de vida, saúde e bem estar. Um alívio para muitas famílias e, por que não, para toda uma sociedade!?

O objetivo com esse novo conhecimento adquirido é encontrar espaço para debater e lutar pela verdade sobre a maconha. Para acabar de vez com a proibição baseada em mentiras e racismo. É preciso usar o conhecimento para discutir com propriedade, comunicando dados precisos e fatos que nenhuma corrente de “Zapzap” poderá desmentir!

Como o saudoso Quino e Mafalda nos ensinaram:

“Viver sem ler é perigoso, te obriga a crer no que te dizem”.

Discuta com a gente nos comentários, dê sua opinião e tire suas dúvidas. Vamos falar sobre aquilo que afeta o individual e o coletivo!?


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